Essa frase pode soar como ambição de pitch de investidor. Não é. É uma descrição precisa do tamanho do problema que decidimos resolver e do tamanho da oportunidade que esse mercado representa para quem entender o jogo corretamente.
O Brasil é hoje o segundo maior mercado de influenciadores do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Temos 4,4 milhões de criadores ativos só no Instagram, o equivalente a 10,2% de todos os influenciadores do planeta. Concentramos 12,6% de todas as publicações patrocinadas monitoradas globalmente. Não é um mercado emergente. É um mercado consolidado, maduro, e que se profissionalizou nos últimos três anos em um ritmo que poucos setores da economia brasileira conseguiram acompanhar.
E ainda assim, esse mercado gigantesco opera de forma extremamente fragmentada. A maioria das empresas que atuam nesse setor resolve uma parte pequena do problema: conecta marca a criador, executa a campanha, entrega o relatório. É um serviço válido, mas é apenas um fragmento de um problema muito maior. O que falta ao mercado brasileiro não é mais agência fazendo a mesma coisa. É infraestrutura.
Por isso a VNH não é uma agência de campanhas. É um ecossistema com quatro frentes que se conectam e se reforçam.
1. Operação de campanhas com marcas
A primeira é a operação de campanhas com marcas: ativações, UGC e produção de conteúdo com criadores de todos os tiers, do nano ao macro influenciador. É a porta de entrada mais conhecida do mercado e a que mais empresas replicam. Mas é só a primeira camada.
2. Ativação de EGC dentro das empresas
A segunda é a ativação de EGC dentro das próprias empresas. Funcionário gerando conteúdo é um dos ativos mais subutilizados do marketing corporativo brasileiro hoje. Estruturamos programas para que empresas transformem seus próprios times em vozes autênticas de marca, com o mesmo rigor de briefing e mensuração que aplicamos a qualquer campanha externa.
3. Tecnologia proprietária
A terceira é tecnologia proprietária. Estamos lançando uma nova versão do HypeApp, com inteligência artificial exclusiva desenvolvida internamente para automatizar e elevar o nível da curadoria de criadores. Isso resolve um dos maiores problemas operacionais do setor: mais de 85% dos criadores ativos no Instagram brasileiro são nano influenciadores, perfis entre 1 mil e 10 mil seguidores. É exatamente nessa cauda longa que está a maior eficiência de conversão do mercado hoje, mas também o maior desafio de escala, porque cada perfil exige curadoria individual. Tecnologia própria é o que torna esse volume operável com qualidade, sem depender de processo manual.
4. Educação de criadores
A quarta é educação. Construímos um sistema de treinamento de criadores de todos os níveis, do nano que está começando ao influenciador que já fatura com isso e precisa profissionalizar a operação. Mercado maduro precisa de criador maduro. Não dá para esperar profissionalismo de quem nunca recebeu nenhum tipo de capacitação estruturada.
Quatro camadas, uma mesma infraestrutura
Essas quatro frentes não são unidades de negócio isoladas. Funcionam como camadas de uma mesma infraestrutura: a tecnologia melhora a curadoria, a curadoria melhora a campanha, a campanha gera dado, o dado alimenta a educação dos criadores e a expansão de EGC, e o ciclo se fortalece a cada volta.
O Brasil tem potencial para reduzir a distância que ainda nos separa dos Estados Unidos neste mercado. Isso só vai acontecer se as empresas que operam nesse setor pararem de pensar em escala de campanha e começarem a pensar em escala de infraestrutura. É essa a aposta que fizemos ao construir a VNH. E é esse o tamanho da ambição por trás da frase que abre este texto.
O mercado brasileiro de influência já é grande. A pergunta que resta é: quem vai construir a infraestrutura que esse tamanho exige?



